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A textura dos alimentos diz muito sobre eles. Se uma bolacha que normalmente é crocante estiver meio murcha, pode ser um sinal de que ela está velha e talvez imprópria para o consumo.

Contudo, a textura não diz respeito somente ao tato. A audição também capta informações importantes sobre os alimentos quando são ingeridos.

Durante muito tempo, os fabricantes de alimentos têm focado suas pesquisas em atributos ligados à visão, paladar, olfato e tato. Embora a textura tenha aparecido dentro da avaliação destes atributos citados, seu estudo ficava sempre restrito às mesmas questões, como rigidez e mastigabilidade, deixando de lado o ruído sonoro que era gerado.

No momento em que mordemos uma maçã, por exemplo, um som forte e característico é percebido. Por meio deste som é possível identificar se a fruta está fresca ou não. No caso de alimentos crocantes, como os biscoitos ou barras de cereais, esse som fica ainda mais evidente. Isso acontece porque cada um deles possui ruídos sonoros característicos ao serem mastigados e que, normalmente, são reconhecidos pelos consumidores por meio de experiências anteriores.

O ruído liberado no momento da mastigação pode causar diversas sensações ao consumidor e é importante entender esse processo, que pode alterar a assimilação do produto e a forma como ele é consumido. Em alguns casos, a audição pode fazer com que o indivíduo coma em maior quantidade e mais rápido. Por outro lado, é possível que uma má experiência cause impacto na percepção da qualidade do produto.

Para auxiliar os fabricantes de alimentos, a análise sensorial é capaz de indicar o melhor caminho para otimizar a experiência do consumidor. Por meio dela é possível descrever processos e ingredientes que podem ou devem ser alterados.